A renda renascença, arte milenar praticada pelas mãos habilidosas das rendeiras do Rio Grande do Norte, atravessa fronteiras e conquista admiradores em todo o mundo. O delicado trabalho manual, que pode levar semanas ou meses para ser concluído, é reconhecido internacionalmente como patrimônio cultural imaterial do Brasil.
No Alto Oeste potiguar, especialmente nos municípios de Caraúbas, Umarizal e Patu, centenas de mulheres mantêm viva essa tradição que passa de mãe para filha há gerações.
Nos últimos anos, o artesanato potiguar ganhou novo impulso com o comércio eletrônico e as redes sociais. Rendeiras que antes vendiam apenas para turistas e em feiras locais hoje recebem encomendas de clientes em São Paulo, Rio de Janeiro, Europa e Estados Unidos.
"Minha avó me ensinou a fazer renda quando eu tinha sete anos. Nunca imaginei que um dia venderia meu trabalho para pessoas em outros países", conta Dona Francisca, 58 anos, rendeira há mais de cinco décadas.

